Então, o negócio é estar sempre alerta (e avante!) e é exatamente aí que entra ele: o GUARDA CHUVA.
"GUARDA-CHUVA— objeto usado para proteção contra chuvas e que consiste em um aramado suportado por uma haste, que sustenta uma tela feita geralmente de material plástico." O Wikipédia define.
Tem pra todos os gostos. Os maiores, que fechados podem servir até de bengala (rs), os portáteis, que se dobram uma, duas vezes, e cabem em qualquer bolsa. Tem com varetas de alumínio ou de madeira. De pano, de plástico e de couro, até. Tem com cabo reto e cabo torto. Tem o pretinho básico, os de bolinhas, os estampados e até com céu azul por dentro. Tem o do Banco Nacional (quem lembra?) e uns pequenininhos pra dançar frevo.
É, mas em meio a tantas opções, um pequeno detalhe: são absolutamente TODOS iguais quando estão abertos. Todos com uma só função: nos protejer da chuva.

Só esqueceram de dizer que essa invenção, criada a cerca de (pasmem!) 3400 anos, na Mesopotâmia, definitivamente não deu certo. A gente sempre se molha no final das contas, menos do que quando estamos sem ele, verdade seja dita, mas frustantemente mais do que gostaríamos, já que ele estava lá!
Aí a gente chega no destino. Os pés boiando dentro no sapato, os ombros meio respingados e o cabelo com aquele frizz que a porcaria do shampoo te fez acreditar que não aconteceria nem em meio ao Tsunami.
E, agora com o guarda chuva fechado, voce literalmente ALAGA todo o recinto. Seja padaria, cinema, teatro, restaurante ou a casa da mãe Joana, não tem jeito: o dito cujo sai pingando e a gente se sente meio que um caracol deixando o rastro por onde passa. E, por falar em passar, a chuva - principalmente a de verão - logo passa, o astro rei assume o seu trono e a gente vai embora, deixando o traste do guarda chuva (deu pra notar o grau do stress, né?) em algum canto (que estrategicamente escondemos pra disfarçar a poça d'agua) e só lembramos dele novamente quando a chuva te pega, dessa vez desprevenida.
Tudo evoluiu com o passar dos anos. A ciência, a informática, a medicina, tudo, menos o guarda chuva.Ouvi essa semana em um telejornal alguma coisa sobre cientistas da NASA estarem cogitando a possibilidade de seres humanos habitarem Marte!
Então, acho no mínimo irônico pensar que ainda hoje, nos protejemos (ou pelo menos tentamos) com o mesmo objeto usado pelos reis no Egito, por Cleópatra, por Pedro Álvares Cabral, pela princesa Isabel, por Eva (Tá. Viajei.) e por nossa avó! O mesmo que Gene Kelly usaria para se consagrar "cantando na chuva" incontáveis anos depois.
É quando a sociedade se iguala. Não há classes sociais, nem cores, nem credos, nem raças. Só frágeis homens e mulheres tentando se resguardar, com o mínimo de dignidade, do quem nem é de fato uma ameaça. É só chuva.



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