domingo, 9 de março de 2014

Mulher - de verdade!...


Sei que a data é de ontem, porém, até mesmo devido ao duro ofício de SER mulher, não deu pra escrever. Creio que ainda esteja em tempo.

Sublime dedicarem um dia especialmente a nós, “mulheres guerreiras” (que tantos enunciados adoram citar), mas convenhamos, aqui, na vida real, não há tanto glamour assim...

Claro que é maravilhosa a dádiva da maternidade, o – mágico - sexto sentido ou a sutileza das lágrimas, dos olhares e dos sorrisos que somente as mulheres possuem, só que nem tudo se resume ao conto de fadas repleto de princesas (a maioria das vezes a espera de um príncipe) que nos fizeram acreditar desde crianças.

Aqui, na vida real, somos mulheres fortes sim, trabalhamos duro, criamos e educamos nossos filhos, cuidamos de nossas casas, famílias (e a essa se incluem até os agregados mais remotos), maridos, trabalhos, estudos (desde pós-doutorado ao aprimoramento de uma receita nova de bolo), bichos de estimação, unhas, cabelo, roupas, depilação, dieta (constante!) e, claro, nossa sanidade mental (e de algumas pessoas mais próximas a nós) – tudo isso, muitas vezes equilibradas em saltos agulha e maquiagens que tem que ter a função de bloqueador solar, antirrugas e dar um tom “saudável” e – absolutamente – “natural” à pele!... Ufa!... Sim, somos mulheres fortes, mas também somos aquelas criaturas definitivamente frágeis, que sofrem de TMP e cólicas menstruais, que se magoam por uma simples palavra (ou pela falta dela), que são leais a suas amizades e se emocionam ante um abraço sincero... Aquelas que precisam de colo, que choram por nada, de gostam de ser vistas – e reconhecidas – pelo que são como seres humanos e não pela condição social que ocupam ou pelo tamanho da calça jeans que vestem.

Somos mães, filhas, donas de casa, adolescentes, estudantes ou doutoras que, na verdade, nem ligamos se alguém queimou o sutiã em praça pública, porque nossa luta é diária e não raras às vezes, repleta de escolhas difíceis e renúncias que só mesmo NÓS mulheres, somos capazes de fazer.

Cercadas de preconceitos (ocultos ou declarados), precisamos provar constantemente nosso lugar na face da terra e repetir o tempo todo, que NÃO ESTAMOS AQUI A PASSEIO.

Portanto, vou lhes contar um segredo: nós não somos PERFEITAS. Mulheres glamourosas e prontas para todas as “caras e bocas” em qualquer momento do dia podem até existirem, mas para isso são necessários dois elementos básicos: tempo e dinheiro (além de um excelente analista) e, a GRANDE maioria de nós não dispõe de nenhum deles (pelo menos não em quantidade suficiente).

Feliz Dia – Internacional – da Mulher: Ontem, Hoje e os outros 363 dias do ano a todas nós, mulheres de VERDADE!  ;)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alalaô... ôôô... ôôô...


Existem dois lugares no mundo onde eu realmente me sinto bem: primeiro (e absoluto): é na minha casa e segundo: a faculdade. Principalmente quando tem aula boa, que me prende, me desafia e me faz pensar (poucos lugares no universo ainda nos proporcionam essa façanha!)... Sei lá, é como sair do lugar de conforto me relaxasse e volto pra casa mais leve no fim de um dia estafante, corrido e – muito – cansativo.

O “grito de carnaval” é hoje, mas a programação pra gente que, como eu, nem liga pra ‘cabelêra’ do Zezé é ficar feliz da vida porque aqui, na minha cidade, não terá folia.

Infelizmente não foi por opção, já que são notórios os motivos de não se pular o carnaval piresino: a população ter “sambado” com a(s) administração(ões) anterior(es): corrupta(s) e incompetente(s), mas o fato é que estou ansiosa pra descansar e aproveitar esses dias de reclusão, portanto, quanto menos “axé e arrocha” de fundo musical, melhor.

 Serão quatro dias inteiros de completo ócio, evitando celulares, TV (a menos que seja um DVD que valha a pena) e – principalmente – aborrecimentos. Preciso descansar!... Apertar o botão “Off”, andar descalça, brincar com as crianças, dar banho no cachorro, cozinhar pra família (mesmo que seja alguma coisa no micro-ondas)...que delícia! Quero poder ler meus livros, jogar conversa fora com meu marido, acordar tarde, curtir – sem culpa – um dos pecados capitais: a preguiça.
Mas como todo mundo sabe, não sou radical e se você é do tipo que curte a folia, vai lá e se joga!... Brinque, dance, divirta-se muito mas, pelo amor de Deus (e agora não é por moralismo, mas por pura coerência mesmo), não saia por aí dirigindo bêbado!... Respeite o direito dos outros à vida, mesmo que a sua - naquele momento -não pareça muito relevante!...rs.

Ah! E não se esqueça de não sair por aí providenciando mais gente pra povoar a terra daqui a nove meses, tá?... rs... Cuide-se!
No mais, estarei “ausente” esses dias, de bermuda e havaianas, e o mais próximo que o pessoal lá em casa vai chegar do carnaval é no “alalaô”, afinal tá calor (pra Kawaka)!...

Até!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Normal(mente) diferente...

... E foi durante a leitura de um delicioso texto de Rubem Alves, em plena aula da minha querida professora Tatiana, que esse texto surgiu...

...
Acho que sou diferente. Minto: tenho certeza. Ser diferente é uma constatação.

A – grande – maioria das mulheres são delicadas e gostam de cor de rosa... Adoram flores e se derretem ante uma caixa de chocolates... Sonham com belas serenatas e poemas declamados sob a luz da lua...
Eu não.

O rosa não me “favorece”. Prefiro o vermelho ou o roxo... adoro o preto. Gosto de tatuagens e não tenho longos e “seduzentes” cabelos lisos e louros. Minhas madeixas são curtinhas e quase não uso esmaltes suaves e transparentes. Nunca gostei de receber (nem de dar) flores. Vê-las murchar dentro daqueles belos arranjos sempre me causou certa desolação. Chocolates? Às vezes um bombom, para acalmar os hormônios... Gosto de poesias, mas não das rimas românticas e previsíveis... Gosto de textos que me façam voar... que tirem meus pés do chão e isso não acontece dentro da métrica. Romantismo tem outro formato pra mim.

Pareço forte, mas às vezes penso ser outra característica que me difere da maioria, simplesmente por ser até mais frágil que elas em alguns momentos...

Gosto de vintage. Os artigos retrô me encantam. Gosto do bom gosto, da gentileza, de princípios e de caráter. A demagogia de uma sociedade perfeita me entedia, a “santidade plena” faz parte de uma realidade inatingível e não é um objeto de desejo pra mim.

Gosto de dúvidas, de pensamentos, de questionamentos e concordo com a afirmação de Nelson Rodrigues quando diz que “toda a unanimidade é burra”. Sim ela é e, definitivamente, me cansa.

Gosto de escrever...  Gosto de “sentir” os meus escritos... Gosto de ser eu, mas me perco dentro de mim mesma com tanta frequência que até penso que não seria assim tão ruim ser uma outra pessoa... como a maioria, às vezes...

Meu inconsciente me confunde e me amedronta... Sinto medo do desconhecido, mas sou curiosa demais para ignorá-lo...

Sou mesmo diferente, sei disso, e ser assim causa estranheza nas pessoas. Na verdade elas também tem medo do diferente... e, as vezes, tem medo de mim...


Pelas diferenças não me sinto melhor nem pior que a humanidade a minha volta, que me observa e – muitas vezes – me julga... Sou apenas uma mulher, aprendendo a cada abrir de olhos a me tornar um pouco melhor.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Escrevendo...




A quase 1 ano não escrevo no blog (Nossa!... Como o tempo voa!...)...

E as desculpas os motivos que me distanciaram (pelo menos fisicamente daqui) são os mais diversos: falta de tempo, cansaço, falta de inspiração, cansaço, falta de organização, cansaço, e por aí vai... 

Fato é que estou de férias, tanto no trabalho, quanto na faculdade. Hoje é meu primeiro dia (de ambos) e as razões supracitadas não cabem mais no contexto, por isso estou aqui.

Hoje fiz coisas bobas e deliciosas... Acordei tarde, almocei no horário que deveria estar voltando ao trabalho, assisti “Cartas para Julieta” na Sessão da Tarde (apaixonantemente água-com-açucar...rs), aproveitei a companhia da minha pequena Júlia, ouvi Marisa Monte, li um pouco de Danuza, comi balinha de leite ninho... foi um dia muito bom.

Mas, como todos sabem esse aqui não é o “meu querido diário”, portanto duvido que alguém aí do outro lado esteja preocupado com o desenrolar da minha segunda-feira...rs.

Uma vez escrevi aqui no blog a diferença entre os seres “falante” e “escrevente” que existem em mim... Na ocasião eu estava triste e me achei no direito de postar algo que não fosse assim tão “hip-hip-hurra” como se espera... Acho que essa é a graça de ser eu: geralmente não sou como se espera. Eu disse graça?... Bom, isso depende, às vezes não é tão engraçado assim...

A certeza que tenho é que simplesmente ADORO escrever... Tanto quanto de ler, mas é que quando escrevo é como se um pouco da minha alma saísse de mim e se transformasse em uma extensão do que sinto...

É como muito bem disse Drummond: “escrever não é somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira”. É um “pensar sozinho” e “há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer”. Eu também gosto e - jamais - conseguiria definir melhor.